Friday, March 24, 2006

Estudo indica que ómega 3 detém cancro de próstata

Uma dieta rica em peixes gordos – como salmão, atum, cavala e anchovas, entre outros – pode reduzir as hipóteses de desenvolvimento das formas mais agressivas de cancro de próstata. Os resultados são de um estudo, realizado no Instituto Paterson, na Grã-Bretanha. Segundo o estudo, quando existe uma alimentação rica em gorduras do tipo ómega 3, encontradas nos peixes gordos, as células cancerosas não conseguem migrar para os tecidos saudáveis dos pacientes. Cientistas, do Hospital Christie, em Manchester, testaram os efeitos de dietas ricas em dois tipos de gordura, ómega 3 e ómega 6 – encontrada em nozes, sementes e óleos vegetais -, sendo que neste último caso (gordura que também traz importantes benefícios para a saúde) a sua ingestão por parte de pacientes com cancro da próstata tem o efeito inverso. Segundo este último estudo, a transmissão das células doentes para a medula óssea foi aumentada, resultado que leva os investigadores a acreditar que as células cancerosas podem utilizar as gorduras ómega 6 como fonte de energia para manter uma alta taxa de reprodução e criando moléculas que controlam a migração. “É possível que uma dieta saudável e balanceada com estes dois tipos de gordura, já que é a quantidade de ómega 3 necessária equivale a apenas a metade da quantidade de ómega 6, impeça a proliferação do cancro”, afirmou Mick Brown. Também o líder da investigação, Noel Clarke, suspeita que uma dieta equilibrada entre os dois tipos de gordura possa conter o cancro de próstata, afirmando que “esta dieta pode ajudar a manter o cancro dentro da própria próstata, onde ele pode ser monitorizado com segurança e mais facilmente combatido através de cirurgia ou radioterapia”.

Cientistas perto de nova estratégia contra Sida

Descoberto mecanismo celular contra HIV que poderá abrir caminho a um novo método de luta contra doença

Cientistas da Universidade do Estado de Ohio (Estados Unidos) descobriram um mecanismo celular contra o vírus da imunodeficiência humana (HIV na sigla em inglês) que poderá abrir caminho a uma nova estratégia médica contra a sida, noticia a Agência Lusa.
Num artigo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”, cientistas do Centro Integral contra o Cancro (CCC, em inglês) afirmam que duas proteínas que normalmente reparam o ADN, a informação genética de um organismo, também podem destruir o ADN do HIV quando este invade uma célula humana. Segundo os investigadores, esse ADN do HIV é essencial para a sobrevivência e reprodução do vírus causador da sida.
Na actualidade, os tratamentos contra a sida usam uma combinação de medicamentos que não eliminam o HIV do corpo, mas neutralizam a sua capacidade de propagar-se e multiplicar-se.
«A nossa descoberta identifica um novo objectivo potencial para um medicamento», afirmou o responsável pelo estudo, Richard Fishel, professor de virologia molecular, imunologia e genética molecular.
O cientista acrescentou que os resultados das experiências realizadas com as proteínas confirmam que estas participam na destruição do ADN do HIV.
«Este processo reduz o volume do ADN do HIV que pode entrar nos cromossomas e protege assim as células de uma infecção», acrescentou.
A próxima tarefa dos cientistas será, assinalam, determinar de que modo as proteínas destroem o ADN do vírus, o que poderá levar à criação de medicamentos que ajudem essas proteínas a destruir uma maior quantidade de ADN e em menos tempo.

www.portugaldiario.iol.pt

Monday, March 20, 2006

EUA produzem vacinas contra tuberculose para países pobres

Uma organização inaugurou na quinta-feira nos EUA o primeiro laboratório para desenvolver e produzir vacinas contra a tuberculose a baixo custo, destinadas a países pobres.
A «Areas Global Tb Vaccine Foundation», financiada em 90% pela Fundação Bill e Melinda Gates, pretende produzir 150 a 300 milhões destas novas vacinas anualmente, o que corresponderia às necessidades mundiais, informou o director-geral do instituto, Jerald Sadoff.
A tuberculose provoca de 1,7 a 2 milhões de mortes por ano, sobretudo nos países subdesenvolvidos, e é a causa da taxa de mortalidade mais elevada de África subsariana.
«Tentaremos melhorar a BCG, desenvolvida na França há 80 anos, e cuja eficácia diminuiu», explicou, acrescentando que «graças a um novo procedimento que inventamos, poderemos produzir vacinas em 20 dias».
Sadoff disse ainda que «algumas das técnicas que utilizamos para produzir a nova BCG podem ser aplicadas para desenvolver uma futura vacina contra o vírus da sida e também contra a malária».

diariodigital.sapo.pt

Saturday, March 18, 2006

O que são alimentos trangênicos ???


A formação de um organismo vivo é feita a partir de uma "receita" que define as características desse organismo.
Essa "receita" é formada por sequências de genes e é chamada de código genético. Todas as células de qualquer organismo contém no núcleo alguns pares de cromossomos e dentro deles tem milhares de genes(o humano possui 23 pares de cromossomas e cerca de 140 mil genes).
O que faz um pássaro ser diferente de um peixe, de um cão ou de um ser humano é o código genético que ele possui. Os genes são responsáveis pela transmissão de características como cor dos olhos, tipo de tecidos (epitelial, cerebral,ect.).
Existem vários tipos de pássaros: papagaio, periquito, canário, etc. Essas variedades de pássaros têm quase todo o código genético igual. Alguns poucos genes variam, e é por isso que os pássaros não são todas iguais.
O código genético do pássaro é bem diferente do código genético do coelho. Por isso, um pássaro e um coelho não são parecidos.
Todos os pássaros possuem asas e podem voar. São os genes do pássaro os responsáveis por isso.
A casca da maçã, quando madura, é vermelha. Também são os genes da maçã os responsáveis por ela se tornar vermelha.
Se isolarmos os genes que determinam a cor da casca da maçã e os pusermos na banana, teremos uma banana que ao amadurecer não será amarela mas sim vermelha.
Esta banana vermelha será um Organismo Geneticamente Modificado ou OGM .
Alimentos Trangênicos são OGMs. Eles possuem genes transferidos de outros organismos.
São produtos criados em laboratórios com a utilização de genes de espécies diferentes de animais, vegetais ou micróbios.
Com esta nova tecnologia, pode-se, por exemplo, introduzir um gene humano num porco.
Ou pode-se introduzir um gene de rato, de bactéria, de vírus ou de peixe em ... espécies de arroz ou feijão.

Geralmente, só de olhar, você não percebe a diferença entre um alimento trangênico e um natural, por isso muitas empresas estão a colocar no mercado produtos geneticamente modificados.

Wednesday, March 15, 2006

Expectativas comerciais e científicas da farmacogenética



Fruto do sequenciamento do genoma humano, a farmacogenética e a farmacogenômica, áreas que estudam a relação dos fatores genéticos com os medicamentos, ganham destaque no Brasil e no mundo, com promessas de reduzir os efeitos colaterais por meio de um tratamento individualizado. Se por um lado essas tecnologias podem representar um avanço no modo de lidar com as enfermidades, elas também suscitam debates acerca de sua aplicação e de questões éticas.

A área de pesquisa, ainda bastante recente, deixa espaço para vários debates. Dentre eles, nota-se a falta de unanimidade sobre o conceito: farmacogenômica ou farmacogenética. De acordo com Guilherme Suarez-Kurtz, pesquisador do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e coordenador da Rede Nacional de Farmacogenética (Refargen), farmacogenética e farmacogenômica podem ser usadas, de forma geral, como conceitos sinônimos. No entanto, Andréa Guerra, médica geneticista da Unicamp, os diferencia, admitindo que a farmacogenética, termo cunhado em 1959, consiste no estudo das reações indesejadas determinadas por alterações no metabolismo de origem genética, provocadas pelo uso de drogas. Já a farmacogenômica busca, nos genes de indivíduos ou de grupos, marcadores genéticos relevantes que permitam prever efeitos tóxicos, efetividade clínica de determinados medicamentos. Ela pretende direcionar o tratamento a ser utilizado, visando à medicina personalizada. Apesar da diferença pontuada, Marco Aurélio Romano-Silva, que pesquisa farmacogenética da esquizofrenia, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) acredita que em breve não haverá mais diferenciação entre esses conceitos.

Friday, March 10, 2006

O que é a biotecnologia?


Biotecnologia é uma ciência aplicada que integra conhecimentos das Ciências Naturais e de Engenharia para o processamento de materiais e substancias por agentes biológicos para a obtenção de produtos e serviços.

A Biotecnologia é um conceito muito lato que pode ser separado em termos de Biotecnologia tradicional que envolve por exemplo a produção de cerveja, o fabrico de queijo e iogurte e a selecção de plantas híbridas e a Biotecnologia moderna que faz a aplicação dos conhecimentos da Biologia Molecular da Bioquímica e das Tecnologias de DNA Recombinante numa perspectiva da produção.

A legislação para os impostos nos EUA define Biotecnologia como aplicação de tecnologias como as Técnicas de DNA Recombinante, Bioquímica, Biologia Celular e Molecular, Genética e Engenharia Genética, Técnicas de Fusão Celular e novos Bioprocessos utilizando organismos vivos ou partes de organismos para produzir ou modificar produtos, para melhorar plantas ou animais, para identificar alvos para o desenvolvimento de pequenas moléculas farmacêuticas, para transformar sistemas biológicos em processos úteis ou produtos ou ainda para desenvolver microorganismos com fins específicos.


Aos olhos de um ainda não engenheiro biotecnologo, Biotecnologia é a aplicação dos conhecimentos acumulados de 3.8 mil milhões de anos de experimentação com o objectivo de obter produtos ou serviços.